terça-feira, 12 de março de 2013

O gosto da semana. Prato do dia: Você

Assistir filmes românticos e chorar pelo ápice da trama, quando o mocinho perde a mocinha. E chorar quando o final acaba feliz... você sabe bem, nunca foi de mim chorar por coisas de menininhas. Mas é que eu lembrei de você, senti teu perfume, lembrei do teu sorriso e da sua cara de bobo que sempre me faz sorrir, e chorei. Não pelo filme, mas pela saudade que sinto de você. É que o tempo é cruel, ele é lento quando estamos longe, mas é impetuoso quando se trata de nós dois juntos, o tempo voa. E essas saudade aperta mais e mais. Precisava tanto de um abraço teu, de um carinho ou até mesmo das suas loucuras, das suas bobagens e da sua cara de bobo alegre quando me vê. Precisava e preciso sentir teus braços envolvendo meu corpo, sentir tua boca na minha e teus pés nos meus. Essa falta da tua presença nos meus dias da semana, me fazem contar o tempo de trás pra frente, só pra ver se a próxima hora será reservada para nós. Reviro em minha coisas dos fins de semanas passados, e me pergunto por que do tempo ser cruel conosco? São 5 dias da semana que ficamos longe, mas cada dia tem um gosto diferente sem você.

Segunda: o gosto amargo por ter passado o dia anterior em seus braços e ter de te deixar ir embora
Terça: o gosto azedo por ainda faltar 3 dias pra poder te beijar
Quarta: azedume
Quinta: tem o gosto salgado, só faltam mais 72 horas pra te ver
Sexta: o gosto doce por saber que terei 36 horas pra te amar.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Suscitando amor

Resolvi acoplar memórias perdidas pela vasta bagunça interna. Procurei desatar laços de memórias fajutas, e acumular lembranças fortes. Peguei, então, um jarro e joguei nele cinzas de momentos. Mas havia pó demais em tudo, não coube no jarro. Retirei o pó de sentimentos mofinos. Coloquei em um pote grande sorrisos espalhados com alegrias, e em uma garrafa pet enchi com lágrimas de alegria. Numa garrafa menor, empanturrei de lágrimas de dor. Acendi uma vela de 7 dias, mas que queimou inteira em meia hora. Olhei a janela e vi o jardim, ainda meio seco, pois começara a chover alegria a pouco tempo. Caminhei até lá fora, e conversei um pouco com as plantas, que com amor e dedicação começaram a florir o jardim. Começou a brotar e a desabrochar rosas vermelhas, azuis, rosas e brancas. Coloriu um pouco a casa. A casa velha, com paredes descascadas, mas com um ar de amor vívido lá. Entrei. Fui à cozinha passar café, pois sabia que ele chegava ás 17 horas e que gostava de um café fresco. Deixei na mesa o cigarro preferido e meu esqueiro. Fiz bolinho de chuva pra esperá-lo e finalmente ele chegou. E como num passe de mágica, a casa ficou viva e limpa, as paredes não eram mais descascadas depois que ele passou. O jardim floresceu por completo e parecia que a felicidade vinha com ele... parecia não, a felicidade era ele. E tudo pareceu completo. O pó de sentimentos mofinos sumiu, a garrafa com lágrimas de dor evaporou. Meu sorriso se abriu e a trilha sonora começou a tocar de novo.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Amor por completo

Eu poderia vir aqui e escrever aquelas mesmices ou aquelas frases de clichês. Não que um texto que fale sobre amor não seja de clichê, pois é. 

Passamos por muitas noites tempestivas, cheias de raios e trovões, alguns até derrubaram árvores em nossos caminhos, passamos por dias de calmaria e plenitude da alma.Você me conhece bem e sabe que não desisto fácil das coisas que me propus a fazer, ou das pessoas que eu insisto em colocar na minha cabeça que são minhas, assim como você. E você sabe bem que é meu. Não vai ser fácil nossos caminhos, lutaremos juntos pra eles sempre estarem lado a lado, como lutamos até hoje. E hoje, o hoje parece ser tão grande, não é mesmo? Nos conhecemos a quase uma década, sabemos o ponto fraco do outro e o ponto forte, o ponto médio também. Sabemos a força um do outro e talvez por sabermos tanto um do outro, acabamos nos tornando nós. Hoje não são apenas 3 meses de convivência que comemoramos, é muito mais que isso. São brincadeiras, defeitos, brigas, carinhos. É tudo. Você me motiva a seguir, você é minha força e o meu chão. Você é meu. E finalmente posso dizer que é meu. Depois de 7 anos, poder dizer isso a você é uma emoção incomparável, não dá pra explicar. E já é com lágrimas nos olhos de alegria que escrevo aqui o quão bem você me faz, o quão forte me faz e o quão importante és pra mim. Eu te amo e enfrento Deus e o mundo pra ser feliz ao teu lado. Enfrento até você pra ser feliz do seu lado. Obrigada, por ser você o milagre da minha vida.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Justamente pra ser livre

Eu, cá tentando escrever uma novela de época, me peguei olhando o céu. Céu este que estava cinza e com nuvens carregadas. E de repente me distraí com um pássaro voando livre e sem medo de cair. Olhei o horizonte e vi mais alguns pássaros voando ao longe. Imaginei que era um, fechei meus olhos e pus-me a sonhar. Voei livre entre as nuvens e as ondas do mar. Hora me acomodava no sereno algodão das nuvens, hora me balança no vai-e-vem do mar, outrora sentia o roçar das árvores em minhas penas. Mas sentia livre, sentimentos puros e livres. Batia asas e quando não, deixava as correntes de ar me planarem. Podia encostar no mar, no céu e na terra. Voar de um litoral ao outro, ou de um continente ao outro. Podia voar livre, vivenciar novos ares, conhecer novos povos, viver novas vidas, fazer velhos amigos, encontrar novos passados. Viver, sentir, voar livre. Mas abri os olhos, e ainda me sentia um pássaro, mas sem poder voar. Olhei pela janela com grades e me senti em uma gaiola. Eu cresci com a natureza de pedra. Olhei pro céu, as nuvens que agora descarregavam suas mágoas em gotas de chuva, gotas essas que por entre as grades da janela molharam meu papel. E troveja e relampeava também, dando a impressão que a vida passava rápida demais por nós.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Castelo encantado

E de repente, eu me perdia em meio aos teus olhos e aos teus sonhos, me perdia em meio aos teus abraços apertados. Não sabia o que queria, mas estar ali contigo me satisfazia. Morria e vivia aos teus pés, e não fazia parte da história me apaixonar por ti. E meus atos foram começando e terminando como uma grande peça teatral e de repente, já não havia começo, meio e fim. De repente me vi vidrada em algo além de mim, alguém melhor que eu. Me dava força pensar em caminhar ao teu lado. Me recriava e me reinventava toda manhã pra te ver sorrir, mudava tudo em mim só pra não ser monótona pra ti. Eu vivi esse romance, mergulhei nas ondas mais selvagens do teu mar, e nadei até chegar a ti. E me vi parada ali em frente ao teu ser, parecendo um rei, me curvei aos teus pé pra me sentir mais digna de tudo. E como um ser magnifico você se curvou aos meus pés também, e me fez levantar o olhar até o seu. Me fez levantar e sorrir. Me levou na torre alta de sua fortaleza e me fez ver as estrelas e o mar, talvez não fosse mar, talvez um lago grande, mas me fez sonhar. E a noite simplesmente andava e corria entre nós. E finalmente me cobri de teu amor até meu ultimo suspiro em leito de morte. E vivemos nossos suspiros finais de um amor sereno, de nosso amor supremo. E de repente, não mais que ausente, me senti voar pelo céu e senti você tocar minhas mãos, e morri. Feliz, serena e tão plena desse amor que vivi.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Nosso fusca detonado, nosso amor vivenciado

Que tal a gente pegar o nosso fusca e rodar por ai? Ir até o fim da estrada ou a uma praia, ver o pôr-do-sol ou o nascer dele, escalar uma montanha ou esquiar na areia. Ver o fim do arco-íris e morrer de rir embaixo de uma cachoeira. Que tal contarmos os passos entre uma fronteira e outra ou colorir uma parede branca? Talvez dar a volta ao mundo em 60 dias, ou dar uma volta em volta da casa em 60 minutos. Quem sabe voar de balão e conhecer uma aldeia indígena. Conhecer o litoral, e ver o mar e o luar. Quem sabe deitar no chão de um chalé no meio da Amazônia ou se banhar no rio Tietê. Talvez possamos vivenciar a corrida do cotidiano na selva de pedra de São Paulo, ou conhecer a calmaria das festas da Bahia. Talvez pular de paraquedas ou voar de asa-delta, caminhar no calçadão de Copacabana e se deliciar de uma água de cocô bem gelada na praia de Ipanema. Subir no Cristo Redentor de noite e ver as luzes se acederem de lá de cima, talvez andar de bondinho e ver a lua iluminando o mar. Pular em um show de rock ou sambar ao som de Jorge Ben. Talvez possamos encarar o frio congelante de Julho e descer nas serras gaúchas pra tomar chimarrão, ou podemos pegar um avião e ir pras Bahamas, ou uma ilha deserta. Que tal? Podemos fazer tudo isso, podemos também rodar o Brasil inteiro no nosso fusca detonado. Mas eu só iria se fosse pra ser com você, pra quando a noite chegar eu poder ver fotos de um cotidiano feliz, e poder viver no teu sorriso e no teu olhar a cada amanhecer e anoitecer.