terça-feira, 23 de outubro de 2012

Caixa de pandora

Tinha me esquecido da sensação de me senti perdida e deslocada. Pareço que tenho tudo, mas sempre algo me falta. Talvez paz, uma canção ou simplesmente sua atenção. Creio que meus medos venham a tona, meus sentidos de diluam com o luar, ou talvez derretam com a luz solar. Meu mundo agora é uma caixinha de pandora. Meus sentimentos são acusados a flor da pele, meus cálculos não são calculados, minha gramática não se encaixa na língua, minha história já não é tão histórica. Minhas palavras saltam do papel, a tinta da caneta espirra na parede ainda com tinta fresca e branca. A luz fosca, o céu torto. O vento bate como brisa e a brisa bate como o vento. Esqueço de ser eu, esqueço o mundo, a confusão de tudo, esqueço as vozes, o tom, a melodia, esqueço a letra pra cantar. Mas não me esqueço de lembrar que um dia ainda enlouqueço só de me perder no teu olhar. Creio que meus medos venham a tona, e talvez me matem de vergonha. Esqueço de esquecer o que preciso, lembro de lembrar do improviso. Me ponho a sonhar. Mexo a mente em busca de algo que realmente me faça acordar, mas não vejo. Onde tudo parece claro, não enxergo. Onde todos andam sorrindo é o inferno. Desenhos no meu mural mostram a minha moral, fotos espalhadas no mesmo demonstram momentos eternos, mas perdidos no tempo. E você me vem assim tão calmo, tão terno e me tira o medo do inverno.

Emily Cohen

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Tudo o que vem na cabeça

Eu queria entender: eu paro, reparo, retalho, me acho, me perco, te olho, não choro, te quero, não saio de perto, acho mais que certo. Respiro, suspiro, arrepio, soluço, protejo, releio, revejo, relembro de Setembro, Outubro ou Novembro, não lembro. Me esqueço, me lembro, me perco, me acho, me vejo, me sinto, te sinto, te vejo, te quero, te beijo. Desvio, volto, dobro, redobro, me queixo, me queijo, me abrigo no umbigo, sentido não faço só acho que posso. Detenho, retenho, pretendo, relaxo, revogo, caio, levanto, reciclo, revivo, vejo foto, transmito um abrigo no ombro amigo, termino, começo, meço, remeço, arremesso, me lanço, te lambo, te abraço, te quero, te acho, te vivo, moro e te namoro.

Emily Cohen

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Que tal ser meu?

Eu sempre quis um aconchego pro meu corpo, um encosto pra minha cabeça, alguém que pudesse massagear os meus pés depois de um dia difícil. Eu encontrei alguém, encontrei alguém com quem eu quero passar meus dias e sem reclamar dos defeitos dele, eu me tornei o aconchego pro corpo dele, o encosto pra cabeça dele, me tornei a massageadora dos pés dele depois de um dia difícil pra ele. Creio que já não são meus desejos que falam mais alto, são os nossos. Nos adaptamos a nós. Eu sei que não vai ser fácil, não é pra ser fácil. Sei que vamos passar por apuros, apertos, dores, alegrias, e sei que vamos passar por tudo juntos.
Eu quero pouco, mas quero pouco o tempo todo. Quero você, mas quero o tempo todo. Eu penso, eu lembro de você em cada segundo do meu dia. Não sei quanto você vai suporta, se vai suportar meus ataques, minhas manias, mas eu sei que as suas eu vou conseguir suportar. Seus defeitos, suas manias, seus jeitos, eu sei que vou me acostumar. E já me acostumei, não é? Já não dá pra querer outro, tem que ser você, com o seu sorriso torto, com as suas piadas bobas, com o seu jeito de me chamar de pequena, com a sua voz grossa de sono, com o seu jeito bobo de me fazer rir, com o seu jeito de cuidar de mim, com o seu carinho, com a sua pele, com os seus olhos, tem que ser tudo seu e tem que ser todo meu.

Emily Cohen

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Amor, se dê por vencido

E jamais alguma saudade foi tão forte quanto essa que eu sinto de você, da sua presença, do seus beijos, do seu carinho, do seu jeito de sorrir, do seu jeito de me fazer rir. Sua lembrança me tira o sono a cada cena relembra e passada na minha cabeça. Eu já não sei quantas horas eu penso em você, se é 24h ou 36h ou 48h. Já não dá pra distinguir, porque você está em tudo o que eu vejo, o que penso e o que eu planejo. Você está em tudo, e é exatamente assim que eu quero que fique. Não sei se pra sempre, porque o 'sempre' sempre acaba, quero pelo menos pelo resto da vida, ou até depois disso. E o barulho do relógio me incomoda quando você não está por perto. As horas passando tão lentamente, que parece que vai parando devagarzinho, sabe? Mas quando eu te tenho por perto, aqui do lado, sentindo presença, o barulho do relógio não me incomoda, a hora voa, mas eu nem percebo, porque a única coisa que eu consigo sentir é você. Eu nunca tive tanto medo, parece um medo bobo, mas pra mim é assustador. Nunca tive tanto medo de perder alguém. Na verdade, nunca fui a menininha boba que chorava por qualquer coisa. E agora olha pra mim, tô aqui, escrevendo pra você, lembrando do seu sorriso e segurando minhas lágrimas, que eu nem mesmo sei distinguir porque querem cair, se é por alegria de te ter em minha vida, ou por tristeza de não poder dormir e acordar ao seu lado. Mas quer saber, eu gosto tanto disso, que passaria a vida inteira tendo essas sensações desde que fosse você que estivesse do meu lado, eu não me importaria.


"Eu preciso de você aqui do meu lado, você é tudo o que eu não sou. Nós somos indestrutíveis, intocáveis. Nada pode nos derrubar essa noite. (...) E nós vamos conseguir sair vivos, eu prometo que esse amor nunca vai morrer. Não importa o que, eu te protejo, levaria um tiro por você se fosse preciso. Juro por Deus que no final de tudo, nós seremos os únicos a ficar em pé. Então, acredite em mim quando eu digo você é o único. Eles nunca vão nos perdoar pelas coisas que fizemos. E nós vamos conseguir sair vivos, eu prometo que esse amor nunca vai morrer. Não importa o que, eu te protejo, levaria um tiro por você se fosse preciso. Juro por Deus que no final de tudo, nós seremos os únicos a ficar em pé. Nós nunca vamos cair, nós nunca vamos sumir. Eu prometo a você pra sempre. E a minha alma hoje não importa o que, até o final de tudo que nós vamos ser os últimos em pé. E todos disseram que nós não duraríamos. Se eles nos vissem agora aposto que retirariam o que disseram. Não importa o que façamos ou dissermos porque nada importa de qualquer maneira. Não importa o que, eu te protejo, levaria um tiro por você se fosse preciso. Juro por Deus que no final de tudo, nós seremos os únicos a ficar em pé."  ♪       
No metter what  - Papa Roach

Emily Cohen







domingo, 29 de julho de 2012

E depois do sexo?

Olhares quentes, beijos e abraços. A blusa dela desliza em um ombro, e ele num puxão rasga inteira. Com delicadeza ela tira a camiseta dele, e começam a se beijar. Ele desliza o rosto até o pescoço, roça o seu corpo no dela, passa a mão em tudo o que tem direito, e desce os seus beijo e caricias, desce até o decote enquanto desesperadamente tenta abrir o zíper da calça jeans meia escura e rasgada dela. Ele a pega com fervor agora e a encosta na parede. E agora ela sabe exatamente onde vai dar. Ela deixa, se entrega, ele continua na força da emoção, no calor da sensação e no pulsar do coração. 

Ela já nua e ele tirando a cueca. Os dedos dela passando dos cabelos pras arranhadas fortes da nuca até o fim das costas. Os dois nus agora começam a festa: é o vai e vem, o jeito malicioso de sentir a outra pessoa, o jeito diferente de consumir a vontade do corpo a corpo.
E depois que começa, a próxima etapa é o prazer.
O prazer dele: ouvir aqueles pequenos gemidos de prazer sussurrados no ouvido dele, os arranhões de tesão nas costas, senti-lá. Isso o deixava louco.
O prazer dela: Senti-lo dentro dela, gemendo baixinho, com beijo de tesão, os puxões de cabelo forte a cada movimento.
Em fim, o tão esperado gozo. As pernas moles, o corpo cansado e suado, o sorriso bobo, o sono depois.

Emily Cohen

terça-feira, 10 de julho de 2012

Nosso pequeno castelo

E sabe a nossa música, então essa mesmo que você está cantando todo alegre com esse sorriso bobo lindo estampado no rosto, ela está tocando agora. E enquanto a música rola, nossos braços se enrolam, se aconchegam em nós. E eu esqueci completamente de ver o tempo passar, de ver a banda tocar, de ouvir a música rolar, só conseguia ver o brilho dos seus olhos verdes, ás vezes azuis dependendo da luz que batia neles, mas lindos como o céu ou com o mar. E parece que a vida inteira é pouco tempo pra passar do seu lado, todo o tempo do mundo é pouco. E nossa história está só começando e eu já estou te amando, te amando de uma forma única, minha, boba, besta, de uma forma toda tonta, mas muito especial. Textos e rimas não explicam tudo o que se passa dentro do meu ser, estatísticas, marcas, formas, nada explica o que passa aqui dentro. E eu só tento mostrar a ti tudo o que me dá felicidade, que é estar ao seu lado e te ver sorrir, te ver sonhar e planejar todo o nosso futuro juntos. E toda nota, todo o tom, toda a música, toda clave, todo acorde, tudo me faz pensar em te amar, te querer, me faz pensar em você. Já não cabe em meu ser tanto amor, tanto sentimento, tanta felicidade, por esse motivo divido ela com você. E assim será no nosso livro, na nossa história, que é faz de conta ou é faz acontecer. Então, acontecerá.


Emily Cohen