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terça-feira, 3 de julho de 2012

A confusão que acalma a alma

A calma na alma, na fala, no gesto, no corpo. O tesão pela voz, pelo toque, pelo beijo. A paz que traz, a alegria que vive, os sorrisos soltos ao vento. A dor de deixar partir, o aperto no peito da saudade, a ansiedade de ver, devorar. Deixar levar, deixar acontecer, morrer e viver nos braços de quem se ama. Entender o sentido de amor, saber a falta que faz, aprender a respeitar diferenças, erros, acertos. Aceitar do jeito que é, não mudar nem um cílio. Dói pensar que eu durmo todas as noites longe de você, mas me alegra saber que amanhã eu vou poder ouvir sua voz. Dói ver você virar as costas e ir embora, mas me alegro ao saber que vou ver você chegar de novo. Me alegro com a possibilidade de construir uma vida inteira ao seu lado. Um lar, uma família, uma história. Conto de fadas? Final feliz? Não sei, não me importa. Até espero que não seja final feliz, até porque não quero que tenha final. Já fui melhor em palavras escapadas na caneta e no papel. Hoje a alegria consome quase tudo o que tenho de criativo. Não deve fazer sentido tudo o que escreve, porque não tem sentido o que sinto. Deve parecer tudo estranho o que escrevo, porque escrevo tudo o que sinto e o que sinto é completamente indecifrado. Sem mais palavras e muito mais amor. O dia deserto, o mundo incerto sem você por perto.

Emily Cohen

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